18.4.09

Meio

Chama que arde sem queimar
Fogo que queima sem doer
Vontade que consome sem acabar
Pavil sem fim

Caminho trilhado sem começo
Meu passo é incerto
Incerteza em começar
Segurança que um dia acaba
Insegurança em escolher

Trilhar
No meio caminhar
Para um fim procurar
Mais uma vez sem saber
Se o fim está no querer

Arder
Querer queimar
Para a vontade compensar
Consumindo
Inflamar
Minha matéria acabar
Certo de que ainda não terminou

Pois não conheço um início
E não vejo um fim
Negativas que me cercam
incertezas novamente

Sem matéria não existo
Mas permaneço
Uma vontade que queima
E não conhece fim

Pois estou no meio
E aqui permaneço
Algo que não vi
Mas não esqueço
Apenas sei

O pavio já foi aceso
O caminho está sendo percorrido
Sem exitar
Uma trilha de cinzas constante

Apenas uma ponta,
Faísca
Trêmulo brilho aceso
Mergulhado em algum lugar
Incerteza em qual

Estou às cegas,
Estou no meio.
Aqui permaneço
Aqui queimo

A vontade consome e não acaba
O fogo corrói e me queima, sem destruir
Sem arder, sem doer
Me desfaço em cinzas
Mas ainda não acabou

Pois não conheço
Não vejo um fim
Estou no meio.
Aqui permaneço
Gritando para quem queira ouvir
E se alguém houver
Que no meio estou

E não permaneço sozinho

13.4.09

color test

Esses são os primeiros testes de cor de um quadrinho que promete resurgir daqui a algum tempo das minhas gaveta-arquivos... Faz tempo, tanto tempo que nem lembro de quando é... Ainda estava treinando no photoshop e nem usava as camadas direito...

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That's firt color tests of an old comic... it's promises came back of my draw-files. It's been too long, so long that i don't remember what so long as it is! I was still training in photoshop and i don't using the layers...



8.4.09

nanquin in process

6.4.09

What???


3.4.09

Fluindo do ócio criativo...

Ainda inacabado... Esferográfica, nanquin e um pouco de viagem...
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In Process... blue pen and ink and a little crazy...

21.3.09

O que faço às 03:17 am


Retocando imagens à essa hora...! É apenas o processo da limpeza, ainda não acabei. As áreas mais acizentadas são as que esperam retoque, enquanto as mais brancas são as que já foram limpas. Fazer o que... Ossos do ofício. Detalhe: esse sou eu.




Trata-se do mapeamento do meu rosto, processo parecido ao da vetorização, porém utilizando-se de mão, grafite, papel vegetal e paciência. Este trabalho consiste em delinear as diferentes áreas de gradação da luz, em suas várias escalas de tons, do mais preto ao branco passando pelo cinza, por exemplo. Este treinamento aparentemente bobo abre os olhos para a grande variação de tons em que a luz decompõe as cores...


20.3.09

Chá de bebê


Esse foi um processo de dois dias de intenso trabalho... Convite para
chá de bebê. Os primeiros testes mostraram-se poucos atrativos para a proposta, ser mais alegre nas cores por se tratar de um chá de bebê(ainda assim eu gostei daquela barriga arrouxeada... hehe), ficou meio sombrio, escuro demais para o que deveria ser. Então fiz várias tentativas de mudança de cor(por enquanto só estou postando uma), mas ainda assim não era aceito pelo cliente, que logo depois veio com outra proposta, e... ...deu no que deu. Totalmente diferente do inicial... Está aí o resultado. Gostei dele.

Para ver mais convites, clique aqui.


13.3.09

garota rubra_Esboços/red girl_Sketches


Parece até nome de heroína, não? Com vocês... Garota Rubra!!!
Mas são só esboços do dia. Coisa pra treino de anatomia humana.
clique na segunda imagem para observar a textura do lápis... Coisa que só dá pra ver assim no pc mesmo...

Material: grafite b e 8b + grafite colorido Art Grip, da Faber-Castell
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It's look likes a name hero... "Dear bloggers...we would like to introduce ... the incredible Red-Girl!!!"
But it's only sketches I did today. Things for training human anatomy...
Clic on the second image to see more details of the texture of the pencil.

Material: pencil b and 8b +color pencil Art Grip, Faber-Castell

7.3.09

Feminia

2.3.09

Tinta e sangue/Ink and blood


Usando uma superfície pulsante de vida... Se desenhar num pedaço de papel é dar vida a algo que não a tem, desenhar sobre algo que a possui é imprimir sua marca, é usar sua interpretação pessoal para adornar alguém... É enfeitar a vida somente...

(Mãos gentilmente cedidas por uma contribuidora anômima da arte... Elas encontram-se intactas em vidros de formol para posterior exibição)



























































Essa aí em cima foi a primeira, produzida e escaneada em 2006... Esferográfica em mão... Comecei desenhando no ônibus, terminei em pé no metrô... e pra lavar a mão depois? Deu uma peninha... Depois fiquei sabendo que a tinta faz mal porque entra na corrente sanguínea pelos poros ou algo assim, então parei com essa moda. Mas de vez em quando dou umas escapas... Melhor assim... Imagine tinta de caneta correndo em minhas veias?

18.2.09

Perfeito/Perfect
























A Terra não é redonda. Pelo menos não perfeitamente. É cheia de deformidades, toscamente falando. Simetria geométrica é algo difícil de achar na natureza, senão impossível. A perfeição como entendemos é algo que nós mesmos criamos. Engraçado vindo de um ser perfeitamente imperfeito(se confrontados com nossa própria definição de
perfeito). Totalmente dependentes uns dos outros, de comida, de abrigo... Ás vezes dependemos de alguém que dependa de nós para que nos sintamos completos. E será que ser completo é realmente quando preenchemos todas as lacunas, tapando todos os buracos? E quando isso ocorre dentro do mesmo ponto? Quando preenchemos lacunas com nós mesmos? É quando olhamos para dentro tentando entender lá fora... Espécie de espelho... Egoísmo? Quase como que ao perder um pedaço de si se tentasse ocupá-lo com o que sobrou. Uma perfeição encontrada nela mesma, sem desvios, sem desperdícios. Não uma reciclagem, mas algo como aproveitamento de tudo que há e não do que restou. Um espelho interno. Onde o único reflexo é você ou o que você quiser que seja, porque você manda. Dessa experiência coisas nascem, coisas vivas, dotadas de autonomia que você não havia projetado antes... Nascendo de suas mãos em movimento, que preenchem as lacunas e removem pedaços. Uma dança simétrica que envolve o olhar, que prende a percepção. Apesar de usar-se de você mesmo, outro olha de volta. Afinal... Não somente Deus cria. Se Ele do nada ele criou, nós usamos o próprio nada para compreender tudo que há... E que isso não seja muito difícil, ou loucura demais, para entender...

É só olhar no espelho. E algo olhará de volta.


9.2.09

Efêmero


A maravilha tecnológica dos pixels nos permite que esse desenho exista sem existir... Fisicamente esse papel já foi pro lixo, rasgado e amassado. Antes disso, no entanto, ele fora digitalizado e covertido em luz, bytes e pixels. Depende de um pc é ligado na tomada para existir... Depende somente da luz de um monitor para olhos o enxergarem.

Enfim ele encontrou a luz... Literalmente.

6.1.09

manuscrito

10.12.08

15 anos

6.12.08

modelo_em andamento/model_in process